Alguém dizia ontem, sobre algo que muito tem sido discutido nos últimos tempos, ou seja, sobre a questão dos impostos que pagam (ou poderiam pagar) aqueles que mais riqueza demonstram deter, que era tempo de olhar o paradigma da distribuição da riqueza de forma diferente, com outros olhos, com outras preocupações. É que, dizia, estava convencido que os povos não iriam aceitar durante muito tempo as coisas como elas estão agora.
Não por acaso, referiu também que, nos tempos que correm, ouvem-se já vozes de alguns desses detentores de maiores riquezas (poucos – quase raros - é certo) afirmando que esses mesmos deveriam, possivelmente, pagar mais que o comum dos pobres mortais.
Coitados, diria eu, vêm agora dizer: “Vá lá, taxem-nos um pouco mais, que nós até queremos pagar…
Mas cá o desatinado, fica a pensar que acha muito estranho que aqueles poucos (mas mesmo muito poucos) que “nababamente” vivem detendo a maioria (mas maioria quase absoluta) da riqueza da nossa casa comum, manifestem esta estranha consciência escrupulosamente digna e humilde. É estranho, não é? Pelo menos, parece.
Se calhar, se calhar, eles é que também já perceberam que os povos são bem capazes um dia de dizer que “o rei afinal vai nu” e que as coisas têm que mudar.
O desatinado não vai lá muito com milagres. Pelo menos destes. E sabe bem que, no fundo, no fundo, eles não deixaram de ser inteligentes. E até sabem muito bem o que querem.
“Quem tem olhos, que veja…”
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