Então, depois do que se tem para aí dito e redito, por uma série de “doutorados” da nossa política económica, a montante e a jusante, quer cá dentro, quer lá fora, como é que é? Já não é vital, urgente, a redução drástica da despesa pública para sairmos todos da crise (ou das crises) em que estamos (ou, dirão mesmo alguns, nos meteram)?
E é curioso, ouvir agora a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, afirmar que "dito de um modo simples, as políticas macroeconómicas devem apoiar o crescimento. E a política monetária deve, também, manter-se altamente 'acomodativa', pois o risco de recessão ultrapassa o risco de inflação". E mais: “Em suma, segundo Lagarde, o FMI encorajaria os Estados Unidos e a Europa a não reduzirem rapidamente as suas despesas públicas para não precipitarem situações recessivas.”
Como já aqui se disse, o desatinado não vai lá muito com milagres. Pelo menos destes. E sabe bem que, no fundo, no fundo, eles não deixaram de ser inteligentes. E até sabem muito bem o que querem.
“Quem tem ouvidos que oiça…”
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